Concurso de capas da Heavy Metal

Até pouco tempo atrás, a minha operadora de tv por assinatura não oferecia o canal SyFy nos seus pacotes. Felizmente, isso mudou e agora posso acompanhar as novas temporadas de Doctor Who. Por causa disso, também pude ter a oportunidade de assistir aos episódios de uma série de televisão que eu ainda não conhecia: Metal Hurlant Chronicles,  cujos episódios são baseados na famosa revista francesa de quadrinhos de ficção científica e fantasia fundada nos anos 1970 por Moébius, Caza e Druillet. Trata-se da mesma revista que em sua versão norte-americana foi rebatizada de Heavy Metal.

A série Heavy Metal Chronicles é fiel aos quadrinhos que se baseia tanto em seus pontos fortes quanto em seus pontos fracos. Afinal, embora a Heavy Metal seja famosa por quadrinhos com desenhos fantásticos, a qualidade de seus roteiros sempre foi irregular, pois, em suas páginas encontramos tanto narrativas quase desprovidas de enredo que servem de pretexto para imagens esteticamente impressionantes quanto histórias interessantes com finais surpreendentes (ou nem tanto). Apesar disso, gosto do espírito da Heavy Metal, pois ela se propõe a levar o leitor a “viajar” para outros mundos e é um belo exemplo de que quadrinhos adultos podem ser divertidos e despretensiosos.

Assistir aos episódios de Metal Hurlant Chronicles me despertou lembranças de vários quadrinhos que li anos atrás, não apenas os publicados na edição brasileira da revista, mas também de algumas histórias que foram publicadas aqui nos anos 1980 em revistas como a Circo e Animal, que, evidentemente, na época, eu lia escondido da minha mãe. Isso me levou a pesquisar sobre a revista na Internet e acabei visitando o site oficial da revista, agora editada pelo roteirista britânico Grant Morrison ( famoso por ter escrito histórias da Patrulha do Destino e do Homem-Animal para a DC Comics). Foi então que descobri que estava sendo realizado um concurso de capas para uma edição da Heavy Metal e que faltava apenas dois dias para as inscrições terminarem. O tal concurso foi organizado pela revista em cooperação com o site Threadless, que vende estampas para camisetas e acessórios. Mesmo sabendo que não teria chance alguma de vencer o concurso, fiz um desenho, pois é muito divertido participar dessas coisas e ainda ter a oportunidade de inserir o logo da Heavy Metal numa ilustração. Na hora de fazer o desenho, pensei em fazer algo no gênero espada e magia, mas misturando com animais antropomórficos. Hoje é o último dia para votar no meu desenho, quem quiser votar basta dar uma nota até cinco e “logar” no site da Threadless ou pelo Facebook:

https://www.threadless.com/designs/barbarian-wolf

Acima vemos diferentes versões da minha ilustração, acabei optando por uma versão monocromática, tanto por gostar do efeito quanto para conseguir cumprir o prazo para poder inscrever o trabalho. Infelizmente, o site da Threadless só aceita arquivos em JPEG, não em PNG, o que significou perda de qualidade na resolução.

Era um garoto que como eu amava os Beatles, os Rolling Stones e os Impossíveis também

impossibles_greatest_hits

Em 1966, o estúdio Hanna-Barbera lançou a série de desenhos-animados Os Impossíveis que era exibido como um segmento de outra série de desenhos, Frankenstein Junior, que contava as aventuras de um robô gigante e um garoto cientista. A série dos Impossíveis foi, provavelmente, a melhor incursão do estúdio Hanna-Barbera no gênero super-heróis, embora não fossem heróis pretensamente “sérios” como outras criações de estúdio (Poderoso Mighthor; Homem-Pássaro; Herculóides etc.). Ao lado do Homem-Aranha criado na mesma década, Os Impossíveis são,talvez, os super-heróis que melhor refletiram o espírito de agitação e juventude dos coloridos e psicodélicos anos 1960. Era mais ou menos como assistir a um episódio dos Monkees ou a um dos longa-metragens dos Beatles (Help ou A Hard Day’s Night) mas com os protagonistas tendo superpoderes e enfrentando uma bizarra galeria de supervilões.

Na minha memória afetiva, Os impossíveis sempre estiveram entre os meus desenhos-animados favoritos. Guardo também com carinho as vozes dos geniais dubladores brasileiros do desenho, dentre os quais, os saudosos Older Cazarré (que fazia a voz do Fluido) e José Soares (que sempre dublava algum vilão resmungando algo do tipo “Esses Impossíveis são mesmo impossíveis!”).

A ilustração  que estou postando hoje é uma homenagem que fiz a essa adorável série de desenhos-animados (que também encantou crianças que nasceram nos anos 1970, como eu) e também uma paródia à capa de um dos álbuns dos Rolling Stones, Between the Buttons, lançado em 1967. Sempre achei o Coil, o Homem-Mola, parecido com o guitarrista Brian Jones.

Batfino versus Vira Lata

Batfink_versus_Underdog

Nas décadas de 1970 e de 1980, era comum que séries de desenhos-animados produzidos na década de 1960 ainda fossem constantemente reprisados na televisão brasileira. Minhas mais antigas lembranças da infância incluem desenhos-animados que imitavam o estilo minimalista adotado pelo estúdio da UPA (produtora dos desenhos-animados do Mister Magoo e que trazia uma forte influência, entre outras, dos cartuns de Saul Steinberg).Entre esses desenhos-animados estavam George of the JungleMilton, o Monstro, O Vira Lata (Underdog), Roger RamjetBatfino entre muitos outros. A partir dos anos 1990, surgiu uma nova leva de animações fortemente influenciada por esse estilo retrô: As Meninas SuperpoderosasDois cães estúpidos, Os Padrinhos Mágicos e vários outros.

O desenho que estou postando aqui em duas versões  é tanto uma paródia da capa da edição encadernada da minissérie O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns), escrita e desenhada por Frank Miller em parceria com o arte-finalista Klaus Janson e a colorista Lynn Varley quanto uma homenagem a duas dessas séries de desenhos-animados que assistia quando criança: Batfino, um morcego antropomórfico dotado de uma capa de aço, e O Vira Lata, um cãozinho antropomórfico com superpoderes, respectivas paródias de Batman e Super-Homem.

batfink_the_fink_knight_returns_cover

 

“A voz do povo é a voz de Zod”

Mesmo com toda a evolução dos efeitos especiais que ocorreu desde 1980 para cá, mesmo com o fato de superproduções cinematográficas envolvendo adaptações de super-heróis dos quadrinhos terem se tornado corriqueiras nos últimos anos, o General Zod interpretado pelo ator Terence Stamp em Superman II ainda é um dos meus supervilões favoritos, tanto por causa da interpretação de Stamp quanto por causa do roteiro escrito por Mario Puzo, o mesmo escritor de O Poderoso Chefão. Para quem cresceu durante os anos 1980, Zod também é lembrado pelo excelente trabalho de dublagem do radioator e dublador Armando Cazella, já falecido, que participou da primeira dublagem do filme (uma outra dublagem foi feita anos depois). Ainda consigo escutar na mente, a voz de Cazella dizendo frases como “Ajoelhe-se perante Zod!” ou “Venha, filho de Jor-El! Onde está você, filho de Jor-El?”.

Sempre que vejo filmes em que Washington aparece sendo atacada ou destruída por uma invasão extraterrestre fico imaginando como seria uma cena dessas em Brasília, de preferência em um dia em que nossos parlamentares estivessem votando o próprio aumento salarial deles ou em que vários ministérios estivessem sendo negociados (pois aí não haveria ausências). Não me entendam mal, não sou a favor de golpes de Estado, nem os feitos com tanques e nem os feitos com nomeações para ministro de quem deseja fugir de investigações da Polícia Federal. Mas sempre fiquei irritado com o fato de muitos de nossos políticos  se julgarem deuses, que além de receberem altos salários (sem falar em gratificações) pagos por nós, contribuintes , ainda exigem ser venerados. Já passou da hora de eles se lembrarem de que são meros mortais.

zod_s_voice.png

Alguns dos esboços preliminares que foram feitos para a ilustração acima:

 

Quem venceria numa luta entre Batman e Homem-Aranha?

 Minha amiga Jeanne mora no Canadá, onde trabalha como technical writer, e criou um site chamado ListStudents, para o qual fiz uma pequena ilustração para um artigo sobre perguntas inusitadas em entrevistas de empregos. O ListStudents é um site com dicas sobre como economizar dinheiro na faculdade, como se preparar para entrevista de emprego, entre outras coisas.
A ilustração que fiz foi sobre uma pergunta inusitada feita durante uma entrevista de emprego na Universidade Stanford: “Numa luta entre o Batman e o Homem-Aranha, quem venceria?” Antes de me pedir que fizesse a ilustração, a Jeanne havia feito uma pesquisa de imagens e além de encontrar muitas imagens inapropriadas, percebeu que as demais tinham copyright, o que poderia gerar problemas com os advogados da Marvel e da DC. Então ela me procurou, explicou o que queria e eu fiz essa ilustração parodiando os dois super-heróis. A  Jeanne compartilhou o artigo no Facebook:
batman_vs_spider-man

Sindicato do Crime do Brasil

Nova versão em tamanho maior e melhor resolução do “Sindicato do Crime do Brasil”. Nossos supervilões de Brasília já cometeram falcatruas e desvios de dinheiro público que superam qualquer plano de Lex Luthor, Doutor Silvana e qualquer outro supervilão do multiverso dos quadrinhos. Superam inclusive na megalomania. Será que a Crise é apenas na Terra 171 ou estamos diante de uma “Crise Política e Econômica nas Infinitas Terras”?

crime_syndicate_of_Brazil_cover

 

Sindicato do Crime da Terra 171

Nos quadrinhos, o “Sindicato do Crime” é um grupo de supervilões de um dos vários universos paralelos do Multiverso da DC Comics. Cada membro do “Sindicato do Crime”é a respectiva contraparte de um dos heróis da “Liga da Justiça”. Assim, temos: Ultraman (contraparte do Super-Homem), Owlman ou Homem-Coruja (contraparte do Batman),Super-Mulher (contraparte da Mulher-Maravilha), Johnny Quick ou Relâmpago (contraparte do Flash) e Power Ring ou Anel Energético (contraparte do Lanterna Verde).

Hoje estou postando duas imagens de outro Sindicato do Crime, o da Terra 171, formado por Ultrapetralha, Owl-Cunha, Renan Quick, Superanta e Power Ring Temer.

Uma versão  é para quem defende a cassação da chapa dos atuais presidente e vice-presidente da República, impeachment dos presidentes da Câmara e do Senado mais convocação de novas eleições gerais. A outra versão é para quem  acha que  o atual vice-presidente assumir a presidência é o menor dos males.