Astronauta versus Piteco

Hoje estou postando uma recriação de uma antiga capa da revista Tales of Suspense número 40 ,datada de abril de 1963, mas substituindo personagens da Marvel por personagens do brasileiro Maurício de Sousa. A capa original foi desenhada por Don Heck e trazia o Homem-de-Ferro enfrentando Gargantus, um robô em forma de troglodita construído por invasores extraterrestres. No lugar do Homem-de-Ferro desenhei o Astronauta e no lugar do Gargantus coloquei o Piteco em uma versão gigantesca. Entre as testemunhas do confronto acrescentei o Bidu e o Franjinha. Imagine uma realidade alternativa em que Maurício de Sousa emigrou para os Estados Unidos onde foi trabalhar com um certo editor chamado Stan Lee…

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Concurso de capas da Heavy Metal

Até pouco tempo atrás, a minha operadora de tv por assinatura não oferecia o canal SyFy nos seus pacotes. Felizmente, isso mudou e agora posso acompanhar as novas temporadas de Doctor Who. Por causa disso, também pude ter a oportunidade de assistir aos episódios de uma série de televisão que eu ainda não conhecia: Metal Hurlant Chronicles,  cujos episódios são baseados na famosa revista francesa de quadrinhos de ficção científica e fantasia fundada nos anos 1970 por Moébius, Caza e Druillet. Trata-se da mesma revista que em sua versão norte-americana foi rebatizada de Heavy Metal.

A série Heavy Metal Chronicles é fiel aos quadrinhos que se baseia tanto em seus pontos fortes quanto em seus pontos fracos. Afinal, embora a Heavy Metal seja famosa por quadrinhos com desenhos fantásticos, a qualidade de seus roteiros sempre foi irregular, pois, em suas páginas encontramos tanto narrativas quase desprovidas de enredo que servem de pretexto para imagens esteticamente impressionantes quanto histórias interessantes com finais surpreendentes (ou nem tanto). Apesar disso, gosto do espírito da Heavy Metal, pois ela se propõe a levar o leitor a “viajar” para outros mundos e é um belo exemplo de que quadrinhos adultos podem ser divertidos e despretensiosos.

Assistir aos episódios de Metal Hurlant Chronicles me despertou lembranças de vários quadrinhos que li anos atrás, não apenas os publicados na edição brasileira da revista, mas também de algumas histórias que foram publicadas aqui nos anos 1980 em revistas como a Circo e Animal, que, evidentemente, na época, eu lia escondido da minha mãe. Isso me levou a pesquisar sobre a revista na Internet e acabei visitando o site oficial da revista, agora editada pelo roteirista britânico Grant Morrison ( famoso por ter escrito histórias da Patrulha do Destino e do Homem-Animal para a DC Comics). Foi então que descobri que estava sendo realizado um concurso de capas para uma edição da Heavy Metal e que faltava apenas dois dias para as inscrições terminarem. O tal concurso foi organizado pela revista em cooperação com o site Threadless, que vende estampas para camisetas e acessórios. Mesmo sabendo que não teria chance alguma de vencer o concurso, fiz um desenho, pois é muito divertido participar dessas coisas e ainda ter a oportunidade de inserir o logo da Heavy Metal numa ilustração. Na hora de fazer o desenho, pensei em fazer algo no gênero espada e magia, mas misturando com animais antropomórficos. Hoje é o último dia para votar no meu desenho, quem quiser votar basta dar uma nota até cinco e “logar” no site da Threadless ou pelo Facebook:

https://www.threadless.com/designs/barbarian-wolf

Acima vemos diferentes versões da minha ilustração, acabei optando por uma versão monocromática, tanto por gostar do efeito quanto para conseguir cumprir o prazo para poder inscrever o trabalho. Infelizmente, o site da Threadless só aceita arquivos em JPEG, não em PNG, o que significou perda de qualidade na resolução.

Era um garoto que como eu amava os Beatles, os Rolling Stones e os Impossíveis também

impossibles_greatest_hits

Em 1966, o estúdio Hanna-Barbera lançou a série de desenhos-animados Os Impossíveis que era exibido como um segmento de outra série de desenhos, Frankenstein Junior, que contava as aventuras de um robô gigante e um garoto cientista. A série dos Impossíveis foi, provavelmente, a melhor incursão do estúdio Hanna-Barbera no gênero super-heróis, embora não fossem heróis pretensamente “sérios” como outras criações de estúdio (Poderoso Mighthor; Homem-Pássaro; Herculóides etc.). Ao lado do Homem-Aranha criado na mesma década, Os Impossíveis são,talvez, os super-heróis que melhor refletiram o espírito de agitação e juventude dos coloridos e psicodélicos anos 1960. Era mais ou menos como assistir a um episódio dos Monkees ou a um dos longa-metragens dos Beatles (Help ou A Hard Day’s Night) mas com os protagonistas tendo superpoderes e enfrentando uma bizarra galeria de supervilões.

Na minha memória afetiva, Os impossíveis sempre estiveram entre os meus desenhos-animados favoritos. Guardo também com carinho as vozes dos geniais dubladores brasileiros do desenho, dentre os quais, os saudosos Older Cazarré (que fazia a voz do Fluido) e José Soares (que sempre dublava algum vilão resmungando algo do tipo “Esses Impossíveis são mesmo impossíveis!”).

A ilustração  que estou postando hoje é uma homenagem que fiz a essa adorável série de desenhos-animados (que também encantou crianças que nasceram nos anos 1970, como eu) e também uma paródia à capa de um dos álbuns dos Rolling Stones, Between the Buttons, lançado em 1967. Sempre achei o Coil, o Homem-Mola, parecido com o guitarrista Brian Jones.