Entrevista com o desenhista Sebastião Seabra

Entrevista que fiz com o desenhista Sebastião Seabra. Publicada originalmente em oito de fevereiro de 2010 no Impulso HQ

O Impulso HQ continua sua série de entrevistas com nomes do quadrinho nacional. Desta vez, o desenhista Sebastião Seabra comenta a respeito dos editores brasileiros de quadrinhos que aplicam calotes nos desenhistas.

Seabra fala disso e muito mais, especialmente do amadorismo e das picaretagens cometidas por muitos pretensos editores de quadrinhos brasileiros.

Para quem não conhece, Sebastião Seabra é um desenhista veterano, que já trabalhou para grandes jornais, agências de publicidade e para muitas editoras, tanto de livros didáticos quanto de quadrinhos. Desenhou centenas de páginas de histórias em quadrinhos eróticas e de outros gêneros. Também desenhou graphic novels para uma editora da Bélgica.

Atualmente, Seabra está envolvido numa série de projetos que estão sendo desenvolvidos em seu estúdio em Araraquara, cidade do interior paulista.

Isso e muito mais você vai saber melhor nesta entrevista exclusiva ao Impulso HQ.

Impulso HQ: Atualmente você é freelancer ou está empregado em alguma editora, agência de publicidade ou jornal?
Sebastião Seabra:
Sempre trabalhei como freelancer… Já há trinta e cinco anos. Comecei aos dezesseis anos de idade na Folha de São Paulo (passando em seguida para o jornal Notícias Populares) desenhando tiras diárias de aventura, romance e cômicas.

Até poucos meses atrás eu lecionava, fazia charge política e caricatura para jornais, ilustração publicitária, etc, mas parei com tudo isso e voltei a me dedicar apenas aos quadrinhos.

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IHQ: Uma das qualidades que mais chama a atenção no seu trabalho é o seu conhecimento de anatomia, especialmente o desenho de belas mulheres. Como você desenvolveu sua técnica de desenho? Você cursou alguma escola de desenho ou é autodidata mesmo?
S.S.:
Sou autodidata. Quando fui morar em São Paulo, em 1969, aos onze anos, eu sabia de antemão que seria um desenhista de quadrinhos. Sabia também, apesar de não manter contato com ninguém da área ou outro leitor de quadrinhos , que teria de saber anatomia humana para me tornar um ilustrador.

Naqueles idos de 1970, em minhas andanças pelo centro da cidade, uma das livrarias que mais me chamava a atenção era uma filial da Editora Tecnoprint, na esquina da rua Conselheiro Crispiniano com a Avenida São João.

Entrei lá e me deparei com a edição em livro de bolso de Desenho e Anatomia, de Victor Perard. Um dos melhores livros do gênero! Daquele diai em diante me debrucei em suas páginas, copiando de tudo um pouco, assimilando…

Outra coisa fundamental para minha formação foram as aulas com modelo vivo todas as quintas à noite na Pinacoteca do Estado. Uma antiga namorada me levou lá. Os desenhos de lindas mulheres, o nu, talvez venham dai.Uma semana uma garota posava, na semana seguinte posava um rapaz…  Poses de cinco, dez, quinze minutos.

Quando entendi o mecanismo da coisa eu passei a pular a semana do rapaz. Minha namorada não gostou muito. Perdi a namorada, mas aprendi sobremaneira as nuances do corpo feminino. Ou pelo menos continuo me esforçando pra aprender.

IHQ: Antes de trabalhar com desenho você chegou a ter algum outro tipo de emprego?
S.S.:
Aos dezoito, dezenove anos trabalhei oito meses, empregado, batendo cartão, numa firma de cartões de natal e namorados. Lá aprendi a mexer com fontes, corpo de letras, diagramação, etc. Também ajudava nos desenhos de um ou outro cartão de natal.

IHQ: Na época em que ainda havia pequenas editoras brasileiras investindo em quadrinhos nacionais (terror, eróticos…), era possível o desenhista viver de quadrinhos ou pelo menos se sustentar com dignidade?
S.S.:
Jamais foi possível viver com dignidade no Brasil desenhando apenas quadrinhos. Ainda hoje é assim. A situação não mudou um milímetro. O que um editor médio brasileiro paga por uma página razoável de quadrinhos gira em torno de 10 ou 15 dólares. Sempre foi assim.

O editor de quadrinhos no Brasil não tem cérebro pra essa função! Agora, imagine você, se um jovem desenhista perde o dia todo para fazer uma página razoável de quadrinhos (texto, letras, desenho e arte-final) pra ganhar míseros 10 dólares por página!

Mesmo trabalhando para quem pagava melhor por uma boa página (mais ou menos o dobro dessa quantia) era inviável.

Quem paga mais, tipo 50 dólares exige um padrão de fora que muitos desenhistas não tem como competir. Assim, dá no mesmo. A produção cai ou ele é obrigado a dividir o trabalho com outras pessoas. Ou seja, nunca se pagou o suficiente.

A grande produção de quadrinhos sempre foi feita por desenhistas em início de carreira, adolescentes, ou seja, uma mão de obra ávida e barata, que não precisa de mais que alguns trocados no bolso para ir vivendo.

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Quiçá muitas vezes se alegra apenas com a publicação do seu trabalho.

O principal problema com a produção de histórias em quadrinhos no Brasil, além do baixo pagamento, é a falta de continuidade e a insegurança dos pagamentos. Os tradicionais calotes. Na maioria das vezes você trabalha esse mês sem saber se terá trabalho no mês seguinte, e recebe sabe-se Deus quando.

É uma coisa bem irracional.Sem continuidade não se cria profissional algum. Tampouco mercado.

Olha só como a coisa é tacanha. Um fato comum no mercado paulista é o editor lançar um título, o primeiro número e “ver” se ele vende… Caso esse título não venda, ele cancela e cria outro… Assim por diante.

O editor não investe em nada, não cria nada, nem artista, nem títulos, nem conceitos!

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IHQ: Você ficou conhecido por desenhar quadrinhos eróticos e pornôs. Já sentiu vergonha por ter produzido esse tipo de material? Teve problemas com a família por causa disso?
S.S.:
Vergonha nunca senti, apenas sempre achei o material muito medíocre graficamente. O problema com a família é permanente, mas não se toca nesse assunto. É tabu. É como um vírus do computador que mantemos em quarentena. Sexo é tabu na sociedade brasileira e talvez ainda seja por muitos anos.

IHQ: Por que você assinava alguns quadrinhos com o seu nome e outros com o pseudônimo de Sebastião Zéfiro?
S.S.:
Nem sempre sei explicar isso corretamente… Talvez um total desprezo pelo que eu fazia e, sabia, não o fazia corretamente. Talvez pelo fato de paralelo a isso, na época, estar ilustrando livros didáticos e religiosos.

Na minha mente infantil e pretensiosa, alguém poderia ligar meu nome aos quadrinhos eróticos e me causar algum embaraço…Pura tolice! Claro! Se ainda hoje ninguém sabe da existência de revistas miseráveis, com miseráveis tiragens, naquela época muita menos.

Há pouco tempo vi uma matéria num programa de quadrinhos na tevê, onde as pessoas se perguntavam se o Mozart Couto teria feito quadrinhos eróticos. E é gente da área! Imagine só!

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IHQ: Na sua opinião, o seu trabalho na área de quadrinhos eróticos tem mais em comum com os catecismos de Carlos Zéfiro ou com as obras de desenhistas italianos como Milo Manara e  Serpieri, o criador de Druuna?
S.S.:
Rá! Rá! Rá! Rá! Rá! Meu trabalho na época era sujo e medíocre, como de boa parte dos autores de histórias em quadrinhos eróticas, tosco até não poder mais! Fruto de uma formação tosca e de pagamentos pra lá de toscos também.

Enfim, uma “tosqueira” só, que é o meio editorial de quadrinhos no Brasil! Na Europa, há todo um clima editorial, artístico e financeiro que permite que floresçam artistas do nível de um Serpieri e de um Milo Manara.

IHQ: Você já desenhou quadrinhos de terror?
S.S.:
Sim, uma vez ou outra me encomendaram uma história em quadrinhos de terror, mas, habituado a fazer apenas histórias eróticas meu desenhos ficaram bem… Toscos!

Saiu material meu de terror na Press [editora paulista fundada pelo jornalista e desenhista Franco de Rosa, que na década de 1980 lançou muitas revistas em quadrinhos de terror, eróticas e de humor, dentre as quais, o primeiro gibi de Níquel Náusea, o divertido rato criado por Fernando Gonsales], na D’Arte [editora paulista fundada por Rodolfo Zalla, desenhista argentino radicado no Brasil, que durante anos publicou as revistas Calafrio e Mestres do Terror], numa editora obscura do interior paulista (nem me recordo onde) e uma história em quadrinhos inédita que vendi pra Escala.

Atualmente, a partir dos últimos meses de 2008, voltei a fazer apenas histórias em quadrinhos, e estou ilustrando um belo texto de terror do editor independente Alex Mir, além de duas séries de super-heróis, uma tira cômica, e mais uma ou outra coisa… Com o tempo tudo aparecerá no mercado.

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IHQ: Como surgiu a oportunidade de desenhar aquela história com um grupo de super-heróis brasileiros que saiu num daqueles almanaques da Phênix, aquela editora do Tony Fernandes e do Vanderlei Felipe? Há chance daqueles personagens voltarem?
S.S.:
Tony Fernandez e Vanderley Felipe, meus amigos idealistas e loucos, me honraram com um convite para fazer e publicar história em quadrinhos na então recém criada editora Phênix. De início, o Tony me pediu um “Batman”.

Em seguida, solicitei ao Marcos Ramelo, um amigo meu aqui de Araraquara e promissor desenhista, que também fizesse algo para colaborar na revista do Tony.

Ele tinha idéias e fôlego pra desenhar. Participei na arte-final e em uma ou outra coisa mais…

Sempre há chances de voltar. Basta ter alguém pra bancar a produção, é claro! Sem encomenda e pagamento não há trabalho.Eu mesmo não finalizo nenhuma das minhas novas histórias do Vingador Mascarado.

Simplesmente, porque não tenho encomenda, compromisso. Não é racional parar o que estou fazendo (trabalho encomendado e pago, com datas de entrega) para perder tempo com histórias em quadrinhos pelas quais nem sei quando poderei receber um pagamento e nem quando serão publicadas.

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IHQ: Como foi a experiência de produzir quadrinhos para o mercado europeu?
S.S.:
Foi boa! Na época, o dólar estava em alta e a ilusão de que se ganhava bem era grande. Não confiei na possibilidade de produzir pra eles, tampouco na minha capacidade, e demorei um pouco pra começar a fazer isso.

Aliás, foi um bocado disso tudo que fez com que eu não participasse mais ativamente das atividades da Art & Comics [estúdio de propriedade de Hélcio de Carvalho, proprietário da Mythos Editora, que agencia o trabalho de desenhistas brasileiros para editoras dos Estados Unidos].

Apesar da insistência e da extrema gentileza do Hélcio em me convencer a fazer testes para o mercado americano, não me sentia capaz.

Além disso, eu já estava produzindo para a agencia belga COMU, e, ao mesmo tempo, achava inacessível desenhar pra Marvel.

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IHQ: Quais diferenças e semelhanças você percebe entre desenhar quadrinhos para editoras brasileiras e produzir ilustrações para editoras de livros didáticos e agências de publicidade?
S.S.:
Bom, quando a situação exige a gente trabalha pra qualquer um, mas, para as editoras, quando há períodos de trabalho contínuo é bem agradável e criativo. As diferenças: para as editoras de quadrinhos trabalha-se com certa liberdade e criatividade, apesar do pouco pagamento.

Nos livros didáticos, o trabalho é um tanto técnico e maçante, e nas agências de publicidade perde-se tempo demais. As semelhanças é que, hoje em dia, todos eles pagam muito mal.

IHQ: Você prefere quando seus desenhos a lápis são finalizados a nanquim por você mesmo ou por outros artistas?
S.S.:
Não sou do tipo chato e pretensioso que se preocupa tanto com seu lápis… Mas, infelizmente, nunca tive sorte com arte-finalistas e, de uns anos pra cá, que minha arte-final se firmou e melhorou um pouco, nunca vi razão para dividir o trabalho com alguém que iria finalizar pior do que eu e num prazo muito maior.

O dia em que aparecer um arte-finalista que trabalhe mais rápido e melhor do que eu sobre meus lápis, eu recapitulo.

IHQ: É verdade que você teve problemas com uma editora que não queria pagar royalties pela republicação daquelas revistas de ensinar a desenhar que você produziu? Como terminou essa história?
S.S.:
Não deu em nada. Essa gente simplesmente nos ignora. Não nos atendem tampouco respondem e-mails. Pelo que me contaram, o sujeito recebeu mais “queixas” de outros autores, além das minhas, mas ao invés de atender às reivindicações lógicas de seus respectivos colaboradores, optou por cortar toda a produção daquelas revistas.

Uma típica reação de “Corone”. “Vocês não querem as migalhas, pois irão ficar sem nada!” Quer saber do pior? Em 2008 cometi a bobagem de fazer outra revista Como Desenhar pra outro deles. E o fiz, acredite, porque me deram ótimas referencias do sujeito!

Não adianta! É um mercado muito grosseiro! Editam revistas como se fossem secos e molhados, pra encalhar e depois vender em porta de bar e farmácia, por 1,99…

Em 1930, os americanos já editavam gibis pra vender! E vendiam-se milhões de cópias. Eram revistas pensadas, planejadas. É o caso do cinema nacional que a gente viveu até há pouco tempo. Por que diabos o diretor do filme estaria preocupado com a qualidade do que ele fazia, se o que interessava, a verba da Embrafilme, já estava no bolso dele?

Se o filme desse lucro ou não, pouco importava. Nos Estados Unidos quem financia os filmes quer lucro. Quem faz gibis também.

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IHQ: Como tem sido a experiência de vender apostilas de desenho pelo correio? Você apenas envia as apostilas ou chega a acompanhar o progresso dos alunos como faz o Joe Kubert com aqueles cursos de correspondência dele?
S.S.:
Muito gratificante!Pena que mal tenho tempo de cuidar disso. Faço tudo sozinho, desde a produção/criação, até a impressão, dobrar colocar em envelopes e ir levar ao correio. Chega a ser cômico, mas é legal! Pretexto pra parar de desenhar e dar um passeio até a agência de correio.

O relacionamento com os leitores é excelente! Sempre. Todos são extremamente educados e sempre que podem me escrevem para uma pergunta ou outra. Enfim, é uma relação de amizade e cavalheirismo.

IHQ: Você acredita que com esta volta do crescimento da economia [a entrevista foi feita antes da recente crise econômica mundial que teve início nos Estados Unidos] e com o sucesso alcançado por alguns desenhistas brasileiros nos Estados Unidos, é possível que desenhistas brasileiros encontrem oportunidade de trabalhar e viver de quadrinhos produzindo para o mercado nacional?
S.S.:
Impossível!Enquanto o “pseudo-editor de quadrinhos tupiniquim” tratar o trabalho do desenhista de quadrinhos como se fosse um “bico” a mais, não haverá uma produção de quadrinhos nacional em grande escala.

Pensa assim: um desenhista brasileiro está acostumado a ganhar, digamos, 100 dólares por página para fazer uma bela página à lápis para a DC ou para a Marvel. Esse profissional produz, no mínimo, vinte e duas páginas por mês, coisa de mais ou menos uma página muito bem feita por dia… Total: 2.200 dólares ou algo em torno de 4.400 reais… Que editora pagaria essa quantia por apenas uma fase, no caso, o lápis, de uma página em quadrinhos aqui no Brasil?

E você viu que dei um exemplo bem baixo.Não pagariam nem pela página completa (roteiro, desenho, arte-final, letras…).

O editor brasileiro nunca pagou e jamais pagará o mínimo necessário para um profissional fazer uma página digna por dia. Ele sempre pagou e sempre pagará como se esse trabalho fosse um bico a mais… Apenas uma renda extra para o profissional. O paradoxo é que essa bela página a lápis toma todo o dia do desenhista, ou mais.

A solução seria um contrato com porcentagem sobre as vendas, royalties, mas, se esse mesmo editor já paga a contragosto as migalhas, por que diabos toparia ceder o osso? Bom, na verdade, esse lance de alguns editores oferecerem royalties como parte do pagamento já vem ocorrendo aqui e acolá… Mas é um fenômeno recente.

IHQ: Muitíssimo obrigado pela entrevista. O que você gostaria de dizer aos admiradores do seu trabalho que estão lendo esta entrevista? Mais uma vez, muito obrigado pelo seu tempo e atenção.
S.S.:
Mais uma vez, eu que agradeço, Túlio. Quanto aos leitores do meu trabalho, o que posso dizer é que seguirei fazendo o que eu quero e, na medida do possível, o melhor que eu conseguir fazer, brigando contra os moinhos de ventos de sempre e – pior – sem um “Sancho Pança” pra fazer a minha arte-final, limpar meus esboços, apontar meus lápis…

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4 comentários sobre “Entrevista com o desenhista Sebastião Seabra

  1. tenho 19 anos e já faço HQs não sou profissional faço por hobby mesmo, mas tive grandes reputações como Mike Deodato Jr ,Joe Prado, klebs Junior e Sebastião Seabra. Meu sonho e um dia trabalhar com HQs.

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  2. Muito interessante a entrevista. Uma pena que os editores brasileiros continuam não prestigiando os nossos desenhistas e roteiristas de HQ.
    Não sou desenhista nem roteirista profissional, mas leitor assíduo de histórias em quadrinhos, principalmente da revista italiana Tex, pois sou vidrado em histórias de western e os desenhistas e roteiristas daquele revistas são excelentes.
    Tenho bolado alguns roteiros relacionados ao cangaço (mistura de realidade com ficção) e estou precisando de desenhista. Moro no Recife, mas nasci no Sertão Pernambucano, onde Lampião atuava com os seus “cabras”. Minha ideia é produzir tiras e negociar sua publicação em algum jornal. Entretanto, fiquei um pouco desaminado em relação ao valor pago pelos editores, conforme informou o Sebastião Seabra. A situação continua a mesma, nos dias de hoje?

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    • Oi, Ruy!
      Muito obrigado pelo comentário! Acho que um projeto como o que você descreveu poderia ser oferecido para alguma edi
      que publique livros ou quadrinhos paradidáticos. Algumas editoras como a Companhia das Letras publicam quadrinhos em forma de livro ou graphic novel, mas aí você teria que apresentar o projeto finalizado. Outra opção seria oferecer esse material para alguma editora francesa ou belga que publique álbuns de quadrinhos, mas aí existe a questão de escrever em língua estrangeira e de escrever de maneira que soe um “nativo”.
      Desejo sucesso no seu projeto!
      Abraço!

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